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Bolsa sobe pela 7ª semana com alta de 14,3% 27/04/2009 - Em sua sétima semana consecutiva de alta, a Bolsa de Valores de São Paulo atingiu seu mais elevado patamar desde outubro de 2008. Após valorização de 2,12%, a Bolsa encerrou o dia aos 46.771 pontos. Os ganhos acumulados em abril já chegam a 14,28%, o que representa o melhor resultado mensal desde janeiro de 2006. O cenário externo favorável de ontem — as Bolsas subiram nos EUA e na Europa — permitiu que a maioria das ações do índice Ibovespa terminasse em alta.
Das 65 ações que formam o índice, 54 subiram. No ano, o Ibovespa passou a computar ganhos de 24,56%.
O resultado das Bolsas na Europa foi ainda mais forte, com os bancos voltando a atrair os investidores.
A Bolsa de Londres subiu 3,43%, e a de Frankfurt teve elevação de 3%. No mercado norte-americano, a Nasdaq se apreciou em 2,55% e passou a ter alta de 10,84% no mês.
O índice Dow Jones subiu 1,50% ontem. Os investidores receberam bem os resultados da American Express e da Ford, com as ações das duas empresas registrando valorizações expressivas, de 20,65% e 11,36%, respectivamente. Alguns indicadores econômicos também favoreceram o dia de ganhos, como o de pedidos por bens duráveis nos EUA, que recuaram 0,8% em março — cifra melhor que o esperado pelos analistas. Para a Bolsa brasileira, a semana foi de alta acumulada de 2,17%, com 50 dos 65 papéis do Ibovespa registrando ganhos.
Como a semana que vem promete ser agitada, tendo na reunião do Copom um relevante evento, os analistas alertam para os riscos de perda de ritmo do mercado acionário. ´Dada a importância do noticiário na próxima semana, além de o atual movimento de alta estar muito próximo de seu esgotamento, acredito em período de baixas corretivas, seja pela confirmação de expectativas positivas, seja por divulgações abaixo das previsões, que, nesse caso, trariam correções mais fortes´, afirma Ricardo Tadeu Martins, da corretora Planner. Mesmo assim, o analista considera que há ´espaço para atingir os 48 mil pontos´. Na semana, as maiores altas ficaram com papéis dos setores de celulose e papel, construção civil e varejo.
No topo das valorizações, apareceram Rossi Residencial ON, com alta de 23,06%, e VCP PN, que ganhou 22,41%.
Um dado que chamou a atenção dos investidores ontem foi o do crescimento da produção brasileira de papel-cartão (usado na fabricação de embalagens, termômetro do nível de atividade econômica), que se expandiu em 44% em março.
Diário do Nordeste | |  |  |  |  |
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